A digitalização da economia
Enviada em 15/11/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como carecterística mais marcante um nacionalismo ufanista, visando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o progresso tecnológico torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo receio social da utilização de algumas funcionalidades digitais, seja pela desigualdade digital, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar que o uso de determinadas funções analógicas causam receio em parcelas da sociedade, principalmente em idosos. Nesse cenário, segundo a empresa norte-americana Akamai, em pesquisa, revelou que o Brasil é o 3º país com maior incidência de roubo de dados pessoais. Sendo assim, muitos indíviduos concluem que este tipo de uso digital é perigoso e por precaução, evitam a aplicação deste.
Outrossim, a desigualdade digital ainda está em latência. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet. Logo, sem acesso à internet, não é possível fazer uso da digitalização econômica e exclui a participação ativa desses suprimidos no campo de tecnologia digital.
É necessário, portanto, medidas para superar esses entraves. Destarte, é dever da Autoridade Nacional de Proteção de Dados – órgão de administração pública federativa – garantir políticas públicas que asseguram a proteção absoluta dos dados pessoais fornecidos pelos usuários, por meio de criptografia, atualizações frequentes no sistema e análises constantes nos servidores com o objetivo de fiscalizar mudanças nos códigos de linguagem do sistema. Assim, dados pessoais jamais seriam lapidados e, mediante a essas ações concretas, o imaginado por Policarpo Quaresma se configurará em realidade e será possível alcançar o Brasil utópico.