A digitalização da economia
Enviada em 12/11/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, os distúrbios que a digitalização da economia geram torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva seja pela presença do Darwinismo digital no setor da economia, seja pela dificuldade de adaptação por grande parte da população brasileira, o problema permanece silencisamente afetando grande parte da nação.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar que, atualmente, a competitividade tem aumenado significativamente, fazendo com que inovações sejam criadas prevalecendo a ideia que “o mais forte sobrevive”, de acordo com Darwin. É certo que grande parte da população não é capaz de acompanhar as rápidas atualizações no mercado, pois é evidente que nã há uma totalidade populacional no país com acesso à internet. A sede por uma posição individual elevada pode gerar grandes irregularidades entre as pessoas, prejudicando um todo futuramente.
Paralelo a isso, a objeção para com a adaptação dos meios tecnológicos é cada vez mais precisa, mas principalmente por parte da geração antiga é mais difícil da ação citada se concretizar. Cerca de apenas 38% dos brasileiros tem segurança para usar seus dados pessoais na internet, afirma a Febraban. Ademais, a distribuição igualitária das inovações não ocorrem 100%, uma vez que apenas 65% dos lares do Nordeste têm acesso a internet.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Ministério Público, criar políticas públicas e propagar através da mídia, principal meio difusor de informação e formador de opnião, a seriedade do distúrbio discutido com o intuito da inserção do maior número de brasileiros na economia digital. Só assim, o mundo imaginado por Policarpo Quaresma tornar-se-á realidade.