A digitalização da economia

Enviada em 20/11/2021

As primeiras duas décadas do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcadas por consideráveis avanços científicos, dentre os quais destacam-se as tecnologias de informação e comunicação. Nesse sentido, tal panorama promoveu a ampliação do acesso ao conhecimento por intermédio das redes sociais e mídias virtuais, revolucionando, principalmente, o modo como a economia funciona na contemporaniedade, resultando em uma desigualdade digital, na obsolescência das profissões e desencadeando o fenômeno chamado “Darwinismo digital”.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que, dentro do contexto da economia digital brasileira, ainda existem muitos desafios que precisam ser enfrentados, dentre eles, a questão da desigualdade digital, que acaba por prejudicar a parcela da sociedade que está menos ciente aos benefícios que a tecnologia pode trazer, como por exemplo, os idosos. Se antes era um problema mandar uma mensagem no Whatsapp ou então usar o Google para fazer uma pesquisa, hoje o problema é um pouco mais complexo, como fazer um pagamento de uma compra via Pix. Além disso, o conceito “cidadania digital”, que é o uso responsável das tecnologias pelos cidadãos, o direito e o dever de saber usar corretamente as inovações tecnológicas que surgem no mundo, não é plenamente garantido, uma vez que nem todos sabem se relacionar com as informações da internet.

Outrossim, ao mesmo tempo em que as tecnologias e dispositivos digitais proporcionam facilidade na vida dos indivíduos e vantagens competitivas às empresas, criam incerteza, uma vez que alguns processos, competências e profissões ficam cada vez mais obsoletas. Quanto mais se compreende os mecanismos bioquímicos que sustentam as emoções, os desejos e as escolhas humanas, melhores podem se tornar os computadores na análise do comportamento humano, na previsão de decisões humanas, e na substituição de motoristas, profissionais de finanças e advogados humanos. Dessa forma, a substituição total de habilidades exclusivamente humanas é uma realidade cada vez mais próxima.

Destarte, percebe-se a conjuntura à digitalização da economia na sociedade no que se refere às consequências do desequilíbrio econômico e social. Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover palestras de público livre nas escolas sobre a digitalização da economia e seu impacto no cotidiano, visando aumentar o entendimento sobre o tema e diminuir a obsolescência profissional. Ademais, o Governo Federal deve divulgar informações referentes ao uso das ferramentas digitais por meio das mídias de comunicação, desse modo, abrangindo um maior público e reduzindo a questão da desigualdade digital.