A digitalização da economia
Enviada em 19/11/2021
A digitalização da economia vem sendo um processo natural desde o advento da Internet na década de 90, mas a crise pandêmica da covid-19 impõe que essa transformação social se dê quase instantaneamente, pois força o trabalho remoto e, obviamente, leva ao consumo digital a partir de casa. As alterações no mercado de trabalho começaram pela necessidade de remanejar colaboradores para o regime de home office e agilizar a infraestrutura necessária em tempo recorde, o que obrigou a sociedade a se reinventar e acelerar a transformação digital. Essa sensação, inclusive, não se restringe aos profissionais da área de tecnologia.
Com a digitalização, o e-commerce tende a se desenvolver cada vez mais e, junto a ele, tudo aquilo que passamos a chamar de “low touch economy” ou economia sem contato. A “sharing economy” ou economia compartilhada, que ganhou força nos anos seguintes à crise de 2008, ficou para trás. Chamar um taxi ou pedir comida por aplicativo, por exemplo, nunca mais será da mesma forma. Um outro excelente exemplo é a utilização do dinheiro. Na época da dinastia Tang (618-907 d.C.), os chineses inventaram o dinheiro em papel, que se consolidou a partir do século X. Mas também foram os chineses que acabaram com as cédulas de papel, ao introduzirem pagamentos por aplicativo, como o WeChat ou Alipay – dois famosos superapps, ou seja, plataformas em que os usuários encontram diferentes serviços como, por exemplo, agendar consulta médica, interagir em rede social, solicitar serviços de mobilidade e até fazer transações financeiras. No Brasil, a prática de pagamento por aplicativo vem, aos poucos, se tornando realidade. Enquanto isso, na China, a tendência já é outra: o pagamento via reconhecimento facial, isto é, o reconhecimento de mais de 30 mil pontos da face humana para o processamento da transação financeira em milésimos de segundo.