A digitalização da economia
Enviada em 19/11/2021
O físico Isaac Newton afirma que, na sociedade, são construídos muitos muros e poucas pontes. Portanto, tal ato é considerado um empecilho para a digitalização da economia, cujas mudanças oprimem aqueles sem conhecimento científico. Deste modo, pode-se afirmar que a evolução técnica no mercado de trabalho não é inclusiva nem para empresas nem para trabalhadores. Isso se dá não apenas devido à baixa qualidade de educação nos sistemas públicos como também à exclusão tecnológica.
Em primeiro lugar, o ensino ofertado no Brasil não é qualitativo. Segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Tal citação representa a realidade do país, tendo em vista que os jovens não saem do ensino médio qualificados para exercer trabalho. A falta de instrução a respeito de tecnologia forma profissionais despreparados para o mercado.
Em segundo plano, há uma grande massa populacional ora sem acesso ora mal informada em relação à tecnologia. De acordo com Pierre Levy, “toda tecnologia gera seus excluídos”. Sua linha de pensamento se encaixa com a realidade social do Brasil, cujas oportunidades voltadas para a área de tecnologia são escassas. Consequentemente, empresários de gerações mais antigas e pequenas empresas ficam para trás na corrida por lucro existente no modelo capitalista de economia.
Em suma, é notório que grande parte da sociedade atual não possui prática acerca do uso de tecnologia. Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o MEC (Ministério da Educação) fundar projetos de inserção digital — englobando conteúdos como informática e programação — nas escolas. Esses projetos devem ser oferecidos como atividades extracurriculares no contraturno e terão como objetivo capacitar os estudantes para o mercado de trabalho contemporâneo.