A digitalização da economia
Enviada em 20/11/2021
A digitalização econômica é um dos principais motores do crescimento econômico e da criação de empregos. Ao mesmo tempo, representa um desafio para a estrutura do negócio, pois é necessária a criação de novas ferramentas competitivas para gerar mais demanda e diferenciação.
Nesse sentido, é relevante considerar um dos critérios utilizados pelo geógrafo Milton Santos para dividir o território: o preconceito de se obter meios de informação científico-tecnológica. Nessa lógica, o país apresenta grande desigualdade no acesso ao mundo digital, que é causada principalmente pela pobreza. Desse modo, digitalizar a economia, ou seja, transformar um processo antes manual em digitalização, sem preparar sua população, acabará por limitar os direitos dos cidadãos. Agora, se muitas pessoas ainda não sabem lidar com a tecnologia digital, acabarão por não conseguir obter seus direitos, como visto na obtenção de assistência emergencial.
Além disso, é importante destacar que, segundo o historiador israelense Yuwal Harari, a digitalização da economia torna obsoletos diversos tipos de empregos. Nessa visão, observou-se que muitas funções foram substituídas por inteligência artificial ou formas disruptivas de trabalho, como os serviços do Uber, onde é necessário amparo jurídico, sem amparo efetivo e segurança do trabalho. Com base nisso, a digitalização econômica ameaça a sociedade de forma insegura.
Nesse sentido, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve focar em uma obra básica, implantada nas escolas, por meio da obrigatoriedade da educação científica e tecnológica e de conhecimentos financeiros básicos. Portanto, esse trabalho deve ser realizado nas escolas por profissionais qualificados nas áreas financeira e digital, de forma a estimular os talentos dos jovens por meio de atividades, jogos e seminários. Desta forma, além da formação técnica, também é possível substituir futuros cidadãos ativos e defensores de direitos.