A digitalização da economia

Enviada em 11/11/2021

No que concerne à digitalização da economia na sociedade é notório que houve a incorporação das tecnologias digitais cooperando para o desenvolvimento econômico o qual tornou a economia digital uma realidade. Contudo, os desafios para se adequar a esse panorama, no Brasil, são significativos, uma vez que milhões de pessoas estão inseridades na desigualdade e analfabetismo digital, além dos impasses decorrentes da segurança trabalhista, advindos das atuais modalidades de emprego.

Em primeiro lugar, torna-se relevante a consideração de um dos critérios adotados pelo geógrafo Milton Santos pra dividir o território: o viés do acesso aos meios tecnico-científico-informacional. Nessa lógica, constata-se que há uma grande desigualdade de acesso, no país, ao mundo digital, provocado, principalmente, pela pobreza. Ademais, a analfabetização digital, principalmente dos idosos, exclui muitos cidadãos de usufruírem da facilidade promovida pelo avanço tecnológico da economia, visto que o desconhecimento das ferramentas virtuais impossibilita democratização de tais serviços.

Outrossim, apesar da busca pela adaptação em meio aos desequilíbrios nem todos saem ganhando com esse processo, visto que os avanços tecnológicos estão cumprindo cada vez mais uma grande parte do trabalho realizado pelos funcionários de uma empresa ou de trabalhadores rurais em grandes sítios do agronegócio. Nessa visão, observa-se que muitas funções são substituídas por inteligência artificial ou formas de trabalho diruptivos, tal como o serviço do uber, em que não há efetivos respaldo e garantia trabalhista em situações que necessitem de respaldo jurídico. com base nisso, a digitalização econômica, de modo desassegurado prejudica a sociedade.

Dessa forma, percebe-se a conjuntura à digitalização da economia na sociedade no que se refere às consequências do desequilíbrio econômico. Nesse sentido, o ministério da ciência e tecnologia deve forcar num trabalho de base, implementado nas escolas, por meio das obrigatoriedades de educação tecnológica e conhecimentos financeiros básicos. Assim, esse trabalho deve se realizados por profissionais qualificados nas áreas financeiras e digital, dentro das escolas, estimulando, assim, a aptidão dos jovens por meio de atividades, jogos e seminários. Dessa maneira, além de uma formação técnica, será possível assumir o lugar de futuros cidadãos atuantes e reivindicadores de direitos, a fim do equilíbrio da adaptação observada por Darwin seja solucionada.