A digitalização da economia

Enviada em 28/10/2021

Após a eclosão da Revolução Digital, novas formas de circulação monetária emergiram. Assim, tornou-se evidente o fenômeno da digitalização da economia. Porém, no Brasil, a insegurança do ambiente cibernético e a má qualificação profissional dos trabalhadores travaram a evolução dessa inovação em larga escala. Sendo assim, deliberações são necessárias para a resolução de tal contexto.

Em primeira análise, destaca-se a baixa segurança do espaço virtual brasileiro. Segundo dados da Folha de São Paulo, o software de bloqueio à atividade hacker presente na internet do país são em um terço menos eficientes que o dos países desenvolvidos, como Estados Unidos e China. Certamente, essa condição se configura como um empecilho às trocas econômicas digitais, posto que são estas são dependentes do meio cibernético seguro para serem realizadas com êxito.

Em segunda análise, ressalta-se a reduzida qualidade dos profissionais nacionais no trato com as práticas oriundas da digitalização econômica. Nessa conjuntura, salienta-se a posição do filósofo John Keynes: " a qualificação da mão de obra é forçada pelo progresso." Dito isso, torna-se notória a urgência do preparo dos trabalhadores brasileiros ao atendimento das novas exigências da modernidade, como a economia digitalizada.

Destarte, é mister a resolução de tal problemática. Para isso, urge ao Ministério da Tecnologia, por intermédio de verbas federais, a criação de novos softwares que propiciem o bloqueio de atividades ilícitas no meio cibernético, objetivando inibir a ação de hackers e trazer mais segurança aos usuários. Ademais, por meio de recursos da União, o órgão deve desenvolver cursos online direcionados aos profissionais do mercado financeiro, visando prepará-los aos conceitos da estrutura monetária digital. Absolutamente, essa ação precisa ser construída por professores que conheçam a dinâmica do ciberespaço. Sendo assim, a mão de obra nacional se qualificará e o país será inserido na modernidade.