A digitalização da economia

Enviada em 17/11/2021

No século XX, ocorreu a Terceira Revolução Industrial, a qual desenvolveu a informática, a robótica e a eletrônica, setores que trouxeram diversos avanços para a vida cotidiana. Dentre essas inovações, destaca-se a digitalização da economia - ou seja, a transferência dos processos financeiros do mundo analógico para o computacional. Apesar das inúmeras facilidades trazidas por essa nova configuração, como a agilidade dos processos, observa-se que o acesso a essas tecnologias ainda é desigual atualmente. Torna-se necessário, então, democratizar esse moderno sistema econômico no país.

Em primeira análise, cabe ressaltar que a virtualização da economia aumentou sua praticidade. Um exemplo disso é a criação do método eletrônico de pagamento denominado PIX pelo Banco Central do Brasil, no final do ano de 2020, o qual promove transferências instantâneas de capital por meio da internet, disponível 24 horas por dia e sem a necessidade de taxação. Nesse sentido, nota-se que esses serviços digitais garantem a eficiência dos negócios e a rapidez em sua efetivação, favorecendo soluções econômicas mais dinâmicas e acessíveis. Assim, é crucial estabelecer medidas para que toda a sociedade brasileira possa interagir financeiramente com mais fluidez e velocidade.

Contudo, salienta-se a existência da disparidade no uso dessas facilidades cibernéticas econômicas. Conforme o eminente geógrafo brasileiro Milton Santos, a globalização ocorre de modos distintos dentre os países no mundo, visto que alguns espaços têm sistemas mais propícios para a adoção dessas inovações. Sob essa óptica, a falta de infraestrutura para a conexão com a economia digital em localidades menos privilegiadas impede seu devido desenvolvimento e atrasa o avanço dessa tecnologia, excluindo grande parte da coletividade brasileira do uso desses produtos. Logo, a desigualdade na inclusão na economia virtualizada exige ser sanada.

É fundamental, portanto, garantir a popularização da economia digital a todos, visando a suas vantagens em sua aplicabilidade. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, setor governamental responsável pela efetivação de políticas públicas relacionadas à tecnologia - deve oportunizar o acesso igualitário à internet à população. Isso será feito por meio da disponibilização das redes em locais públicos, a fim de viabilizar o contato com as inovações trazidas pela economia digital. Outrossim, o Governo Federal precisa capacitar a população para a utilização dessas facilidades - a exemplo de aplicativos bancários e de serviços -, por meio de cursos de habilitação ministrados por especialistas na área da internet - como técnicos em informática e cientistas da computação -, com o objetivo de asseverar a inserção de toda a sociedade no âmbito da economia digital.