A digitalização da economia
Enviada em 02/06/2022
A união entre a economia e o meio digital se concretizou recentemente, após os avanços tecnológicos advindos da Quarta Revolução Industrial. A questão, portanto, é que esses avanços ainda não foram igualitariamente distribuídos. Assim, tem-se uma problemática importante que o governo deve resolver, pois a solução está nas garantias de trabalho e educação, ambas previstas na Carta Magna.
Antes de qualquer coisa, é necessário retroceder aos anos 1980, quando o Brasil protagonizou uma onda de privatizações. Entre as empresas que entraram nesse pacote, estão as de telefonia e comunicações. Porém, vale ressaltar que a desestatização garante uma certa autonomia às empresas privadas e, nisso, quem perde é o povo. Afinal, quando o norte é o lucro, a igualdade de acesso e a garantia de um serviço de qualidade estão à margem.
Além disso, observa-se as consequências da desigualdade. Os pequenos e médios empresários, quando não habituados às ferramentas da economia digital, estão mais suscetíveis a falências, pois esses negócios são frágeis e flutuam com a economia. É aí que entra o papel do governo, sob a égide da Constituição Federal, que pressupõe o direito ao trabalho e à educação. Em suma, a garantia dessas virtudes pode mitigar tais consequências.
Assim, o Poder Executivo, por meio da pasta da Educação, deve proporcionar cursos de capacitação à população que precisa dominar as novas tecnologias. Ademais, o Ministério do Trabalho tem a missão de entregar ao povo uma orientação profissional, por meio do SEBRAE, condizente com as novas exigências do mercado. Dessa forma, todos ganham: o governo arrecada mais, a população prospera mais e uma maior igualdade será alcançada.