A digitalização da economia

Enviada em 20/03/2022

O Brasil é o terceiro país do mundo que mais usa, diariamente, a internet, de a-cordo com o Governo Federal. Uma nação tão conectada tecnologicamente vai de encontro, ao decorrer do tempo, à digitalização de outras áreas, como a da econo-mia. Essa evolução proporciona vários benefícios, dentre eles a conectividade sim-plificada entre as pessoas que o Wi-fi proporciona, e a amplificação do acesso a bens de consumo que eram, até então, de difícil acesso. Porém, a digitalização da economia pode promover malefícios, como o desemprego estrutural e a exclusão econômico-social.

O jogo interativo “Detroit: Become Human” apresenta aos seus jogadores uma realidade distópica, em que robôs atuam como detetives, babás, e outras profis-sões. Esses aparelhos substituíram a mão de obra humana e, portanto, aumenta-ram o número de desempregados. Consoante com a ficção, a sociedade atual, com a acelerada mecanização e digitalização, promove o desemprego da camada social mais pobre. A ausência de trabalho para profissionais pouco qualificados implica na piora da qualidade de vida da maior parte dos brasileiros, já que apenas 48,8% da população brasileira de 25 anos ou mais concluiu o ensino médio, de acordo com o IBGE. Dito isso, a digitalização da economia deve ser melhor pensada.

Ademais, à medida que a economia depende da tecnologia, a comunidade finan-ceiramente desfavorecida fica ainda mais afastada da ascensão social. Citando ca-so análogo, uma conta no Linkedin, aplicativo que aborda a vida profissional, implica na contratação de profissionais. Dessa forma, fica claro que possuir ferra-mentas pode ser necessário para abarcar em uma carreira.

Diante do exposto, pode-se perceber que, para a digitalização da economia não prejudicar uma parte da população, ela precisa ser planejada. Nessa lógica, é impe-rativo que o Ministério da Educação, em parceria com o Estado, propicie um maior número de pessoas com diploma em cursos voltados à tecnologia, como o de ciência da computação, por meio da criação de mais vagas nas universidades públicas, a fim de diminuir o desemprego. Além disso, cabe ao Estado proporcionar internet a todos, objetivando a inclusão social e profissional. Feito isso, a evolução do novo modelo econômico caminhará para ser unicamente benéfica ao mundo.