A digitalização da economia
Enviada em 05/09/2022
“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Porém, mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa para os indivíduos que enfrentam as consequências da digitalização na economia no Brasil, haja vista os altos índices de instituições aderirem a tecnologia digital. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil: o descaso governamental e a falta educacional.
Sob esse viés, é importante destacar, a princípio, que a inoperância estatal é um fato preponderante para a ocorrência dessa problemática. De acordo com Thomas Jefferson – terceiro presidente dos Estados Unidos – a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Visto que em decorrência dessa indiligência do poder público, cria-se um ambiente propício para que infratores realizem uma série de fraudes financeiras. Por isso, é notório que a omissão do Estado perpetua o deficitário acesso à cidadania.
Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população à degradante situação dos longevos que apresentam entraves em suas vidas por conta do seu desconhecimento na área tecnológica, posto que não lhes foi ensinado. “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode facilmente ser aplicada a situação de vulnerabilidade social presente nesse grupo, pois a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de especialistas, promova palestras e discussões acerca do tema – o qual irá abordar questões sobre a digitalização econômica – a fim de reeducar a todos e construir hábitos modernos relevantes para melhorar o convívio em sociedade. Deste modo, espera-se que os indivíduos em questão recebam uma maior atenção do Estado e sociedade para que possam, finalmente, “viver bem”.