A digitalização da economia
Enviada em 11/11/2022
É evidente que, a digitalização da economia, que tem sido um tema abordado com frequência na contemporaneidade, tem impactado muito o método de atuação das empresas e as relações de trabalho, tanto de maneira positiva, descentralizando o mercado e gerando oportunidades, quanto de maneira negativa, liquefazendo a relação entre empregado e empregador e também facilitando a ação da criminalidade.
Por conseguinte, citando os conceitos do sociólogo Zygmunt Bauman, é notório que com a digitalização do trabalho, o trabalhador agora tem um acesso muito mais amplo ao mundo e um apego muito menor às pessoas e lugares, tendo seu foco mais voltado para os objetos de trabalho, resultados, isso também vale para empregadores e representa uma situação que pode evoluir facilmente para uma problemática. Portanto, o cerne dessa questão é que, quando o operário torna-se apenas mais um número nas métricas estatísticas, sendo deixadas de lado suas nuances pessoais e suas particularidades humanas, ele se torna descartável, o que promove um risco aos direitos trabalhistas.
Consequentemente, há de se ter em consideração que, pela sua flexibilidade, o meio digital viabiliza a ação criminosa por meio da Internet, isso por conta da facilidade de alcance de consumidores e manutenção do anonimato, assim, muitos golpistas acabam por atuar no oferecimento de cursos enganosos, venda de produtos defeituosos e entre outras práticas ilícitas, assim, como geralmente não possui meios ou conhecimento suficiente, a fiscalização nem sempre consegue resolver esses problemas.
Destarte, tendo em vista os tópicos abordados, conclui-se que, para solução satisfatória dos problemas salientados, faz-se mister a criação de um departamento de polícia especializado, em todas as esferas da União, atuando por meio dos meios digitais de informação e comunicação, fazendo proveito das bases de dados de grandes empresas como o Google, para garantir que nenhum criminoso faça uso do anonimato para atos ilícitos nas redes. Ademais, no tocante à liquefação das relações de trabalho, recomenda-se a atuação ativa dos sindicatos para compensação dessa distância criada pelo meio digital.