A digitalização da economia
Enviada em 26/08/2024
Após a primeira guerra mundial, a Alemanha recém-devastada, teria agora um outro desafio, ajustar-se às sanções politico-econômicas impostas pelo Tratado de Versalhes. Portanto, na tentativa de realizar o pagamento das dívidas pós guerra, o Estado aumentou a impressão de dinheiro, resultando na temida inflação, onde consequentemente o dinheiro valia cada vez menos, e cidadãos alemães tinham que utilizar quantias enormes para comprar simples utensílios.
Alguns anos depois, em resposta à crise financeira de 2008, Satoshi Nakamoto, um desenvolvedor de sistemas que nunca teve a sua identidade revelada, criou a primeira criptomoeda - moeda digital criptografada - da história, conhecida como “ouro digital”, contribuindo ao inicio do processo de digitalização da economia com o lançamento oficial do “Bitcoin”.
A principal característica do Bitcoin é a descentralização estatal, ou seja, ao ser desenvolvida, Nakamoto limitou seu limite em vinte e um milhões, por consequência, impossibilita qualquer governo ou banco imprimir ou gerar novas unidades, tornando-o um fundo de investimento cada vez mais valioso e contrario à inflação, aumentando seu poder de compra. Entretanto, ainda há uma forte resistência, devido ao fato de ser impossível rastrear as transações realizadas, dificulta a taxação do governo, sendo em partes, prejudicial aos cofres públicos.
Contudo, cabe ao Ministério da Educação (MEC), junto ao Ministério da Economia, realizar parcerias com instituições financeiras, visando adicionar aulas de “Educação Financeira”, como parte do currículo obrigatório, além de promover palestras nas escolas periféricas, com o intuíto de salientar os beneficíos de uma moeda descentralizada e quais as devidas precauções a serem tomadas, resultando na formação de potenciais jovens investidores, com uma maior circulação da moeda digital no pais, aquecendo a economia e democratizando cada vez mais o acesso à economia.