A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 18/11/2021
A partir da Terceira Revolução Industrial, surgiram novas tecnologias, como a internet. Entretanto, no Brasil, é notável a má utilização dessa tecnologia para expor imagens pessoais de um indivíduo, o que acaba por prejudica-lo. Fruto, esse, não só da ineficiência governamental sobre o controle e punição do ocorrido, como também da falta de conhecimento técnico sobre a internet. Certamente, é necessária uma resposta ativa para amenizar esse impasse.
Primeiramente, é importante analisar a situação governamental da problemática. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições de Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, pessoas más intencionadas divulgam fotos íntimas de seres sem suas permissões, já que não há um sistema rígido de punição para tais atos. Logo, a vítima é exposta por não possuir proteção adequada do governo. Assim, o Estado contribui para a perpetuação dessa situação caótica.
Ademais, é necessário averiguar a exposição midiática do indivíduo. De acordo com o IBGE (instituto Brasileiro de Geografia e estatística), 80% da população brasileira tem acesso a internet. Porém, nem todos possuem conhecimento adequado para evitar exposições desnecessárias na mídia. Dessa forma, por falta de ensinamentos, elas próprias acabam divulgando suas fotos na rede. Conclui-se, então, que parte do problema é causado pelo próprio desconhecimento do indivíduo.
Portanto, é mister, que o estado tome as devidas atitudes para resolver o empecilho. Urge, assim, que o Ministério da comunicação - órgão responsável pela administração comunicacional do país - fortaleça leis sobre a utilização criminosa das mídias digitais. Isto é, por meio de uma reunião com os principais juízes do país, a fim de articularem uma proposta de lei que abranja todos os requisitos de cada localidade, esse que será posto em prática em todo território nacional, e também, por meio de aplicativos educativos, ensinem fundamentos tecnológicos para a população. Para que, assim o Brasil possa evoluir junto com a Terceira Revolução Industrial.