A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 18/11/2021
A partir da Revolução Industrial, ocorreu uma grande mudança nas relações sociais, sobretudo, na forma de interação interpessoal. Nesse sentido, as redes sociais se tornaram um grande canal de comunicação, compartilhamento de conteúdos e de interação. Nesse viés, a disseminação de imagens não autorizadas na internet é uma problemática no país. Diante disso, deve-se analisar a falta de debates nas escolas e a ausência de propagandas midiáticas, no sentido de educar os indivíduos sobre a importância do respeito mútuo.
Primeiramente, a falta de debates nas escolas, na intenção de promover a conscientização e o respeito nas redes virtuais é um desafio. Em análise com o site G1, aproximadamente 80% das fotos íntimas de mulheres vazadas nas redes sociais, são expostas pelo gênero masculino, ou seja, um ex companheiro, namorado ou marido. Diante desse dado, é notório que essa ação está atrelada a uma cultura machista, visto que, geralmente após o término de uma relação, o compartilhamento de nudes (conteúdos de exposição do corpo nú), são tentativas de inviabilizar a moral da mulher perante a sociedade. Logo, é crucial promover aulas interdisciplinares, com a presença do diálogo entre educadores e alunos para acabar com essa forma de difamação virtual.
Em segundo lugar, a ausência de propagandas midiáticas, no sentido de educar os indivíduos sobre a importância do respeito mútuo também é um problema. Isso porque, a dissiminação de imagens não autorizadas, a exemplo, da exposição de fotos e vídeos que remetem a sexualidade do indivíduo, ocasiona danos pscicológicos, exclusão social, depressão e pode acarretar no suícidio da vítima. Além disso, se refere a um crime conforme a lei específica de vingança pornô: Carolina Dieckman. Portanto, a mídia, adjunto com a delegacia de Cyberbullying, deve criar propagandas informativas, a cerca do direito constitucional do cidadão de obter sua imagem preservada, como também, promover o respeito mútuo na sociedade brasileira.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse impasse. Por isso, as escolas, adjunto com o Ministério da Educação, deve incluir no currículo escolar aulas sobre a ilegalidade e imoralidade de dissiminar imagens não autorizadas na internet, por meio de palestras e debates sobre a persistência dessa sociedade machista que difama a mulher após o relacionamento, a fim de promover o respeito, a compaixão e a fidelidade na relações interpessoais. Outrossim, a Mídia em parceria com as delegacias de crimes virtuais, deve criar propagandas de concientização social, sobre a punição legislativa para os cidadãos que desrespeitam a imagem de outro ser humano na internet.