A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 19/11/2021
Desde que foi criada, em 1969, no âmbito da Guerra Fria, para acelerar a comunicação estratégica, a internet se popularizou, mas trouxe problemas. A sensação de anonimato que a rede oferece, proporcionou uma prática crescente, que vitima principalmente mulheres: a divulgação de conteúdos de foro íntimo, os quais visam denegrir a imagem da vítima. Por se tratar também de uma violência de gênero, normalmente associada a questões culturais, o Estado precisa desencadear campanhas de conscientização, para desestimular essas ações.
De fato, os problemas mentais causados por essa prática são graves. Primeiro, claro, há sentimento de traição contra quem divulgou as imagens. Contudo, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Marias da Internet, o pior é a humilhação diante da sociedade e a punição que esta impõe à vítima, muitas vezes julgando-as. Logo, não é estranho que, em desespero, muitas mulheres precisem de apoio psicológico para retomar suas rotinas. A exemplo, foi o que ocorreu com a atriz Carolina Dieckmann
Com efeito, observa-se um problema misógino-cultural. Segundo a ONG Safernet, 81% das vítimas são mulheres perseguidas por ex-parceiros que não aceitam o fim da relação. A situação é tão frequente que criou-se uma legislação específica, oportunanente nomeada Lei Carolina Dieckmann. Porém, as ocorrências têm aumentando, pois, como Paulo Freire dizia, o que transforma a sociedade é a educação. Assim, o que o Estado precisa fazer é conscientizar a população da perniciosidade dessa prática.
Diante do exposto acima, vê-se que não se trata de um problema legislativo, mas estrutural. Assim, é preciso que Estado, guardião dos direitos de cada cidadão, intervenha buscando mudar o pensamento humano. Para tanto, por meio de seu Ministério da Educação, a União modificar os currículos acadẽmicos e discutir essas transgressões nos ambientes escolar e acadêmico, locais de formação de qualquer cidadão. Com essas medidas educativas, o Estado conseguirá chamar à atenção ao tema, mitigando seus efeitos nocivos e construindo uma sociedade melhor.