A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 19/11/2021

Steve Jobs, criador da Apple, revolucionou o meio tecnológico ao introduzir o smartphone, equipamento versátil, dotado de câmera e que se popularizou no mundo. Nesse viés, a disseminação de imagens sem a autorização dos usuários tornou-se fenômeno crescente no meio virtual. Assim, cabe analisar o papel das redes sociais na representação do indivíduo e a razão que motiva condutas criminosas de exposição.

Em primeiro lugar, é pertinente destacar a publicação de imagens nas redes como formadoras de status. Nessa senda, o sociólogo Zygmunt Bauman define a atual sociedade marcada pela máxima de ‘sou visto, logo existo’. Desse modo, a exposição no mundo digital contribui para afimar a posição social do indivíduo, sendo assim, a disseminação de imagens não autorizadas contribui para a degradação de sua imagem pública, colocando a vítima em contextos constrangedores e favorecendo a rejeição pela sociedade.

Outrossim, é pertinente destacar o egoísmo como força motriz para que esse contexto se repita. Dessa forma, a difusão de imagens não autorizadas está relacioanada com os desejos de vingança ou orgulho daquele que as espalha, normalmente após o término de um relacionamento, a fim de difamar o outro, visto como culpado. Tal fato comprova a análise feita por Sérgio Buarque de Holanda em ‘Homem Cordial’ ao afirmar que a sociedade brasileira guia-se por ideais individualistas em detrimento do bem-estar comum.

Destarte, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Logo, cabe ao Estado a fiscalização de attitudes criminosas nos meios virtuais assim como a elaboração de uma educação básica voltada ao uso consciente da tecnologia, por meio de leis e da ampliação da Base Nacional Comum Curricular com a inserção de matérias que tratem do tema nas escolas,