A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 20/11/2021

No século XX, o advento da Revolução Tecnológica proporcionou ao avanço dos meios de comunicação e, consequentemente, o desenvolvimento de plataformas digitais que facilitam o acesso fácil às informações verídicas. Entretanto, fatores como a falta de conscientização social atrela à negligência governamental, contribuem para a disseminação de imagens não autorizadas na internet, o que vai de encontro com o real propósito dos avanços tecnológicos. Nesse sentido, convém analisar as causas e soluções viáveis ​​para atenuar tal problemática.

Deve-se analisar, de início, como a inércia do governo contribui para a permanência desse panorama. Segundo a Constituição de 1988, é dever do poder público zelar pelo bem-estar da população, garantindo os direitos essenciais, como a privacidade e a segurança. Entretanto, são poucos, de fato, que possuem esses privilégios efetivados, tendo em vista que a ocorrência da divulgação de imagens não autorizadas evidencia a violação dos direitos presentes na Magna Carta. Esse fator ocorre, principalmente, devido a falta de fiscalização governamental no ambiente virtual, bem como devido a falta de conhecimento das consequências dessa disseminação por parte da população. Dessa forma, observa-se a necessidade de ações contundentes para mitigar tal conjuntura.

Somado a isso, é essencial compreender como a falta de uma conscientização social permite a manutenção dessa problemática. Consoante com o filósofo Émille Durkheim, a educação é um fator primordial para a formação de valores morais requeridos para o convívio em sociedade. Sob tal perspectiva, pode-se afirmar que a falta de um ensino dinâmico, que aborde a educação tecnológica, impede a garantia da harmonia social proposta pelo filósofo. Isso porque, sem o direcionamento escolar, os cidadãos não são devidamente informados sobre seus direitos e deveres ao usar as redes sociais, por exemplo. Sendo assim, sem esse processo educativo, os indivíduos permanecerão divulgando imagens não autorizadas.

Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria em inserir ao planejamento escolar um ensino dinâmico, voltado para a educação digital, por meio de palestras e debates, a fim de garantir o acesso à educação e proporcionar a redução da disseminação de imagens não autorizadas. Ademais, é essencial que o governo priorize investimentos para a fiscalização no ambiente virtual, além de investir em campanhas de cunho informativo e amplo alcance, por intermédio dos principais meios de comunicação, como reportagens em canais públicos da televisão, visando a divulgação das consequências do uso dessas imagens.