A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 07/01/2022

O indivíduo cuja pessoa foi denegrida através da disseminação de imagens não autorizadas é sem dúvidas uma vítima. Tal declaração é comprovada se observadas as inúmeras consequências das quais quem sofreu o crime passa a ter. São estas, por exemplo, a fobia social e a depressão.

A sociedade, historicamente, tem a tendência da omissão de crimes. Em comparação, nota-se que a mulher é constantemente culpada por sofrer abuso. É alegado, por exemplo, que se a vítima de estupro estivesse usando vestes mais compridas, o crime não teria ocorrido. Desta mesma maneira, uma pessoa pode sofrer deste fenômeno de “culpa social” ao ser acusado de pevertido e ter o sofrimento ignorado após compartilhar nudes e terem eles expostos. Entretanto, por lei, o compartilhamento de nudes não é crime.

Com isso, por medo de ser ridicularizado pela sociedade e até mesmo de sofrer deste crime novamente, a vítima pode passar a se isolar e ter problemas na socialização. Por causa dessa fobia social adquirida, ela não mais evoluirá como pessoa, passando a não conseguir se empregar ou se relacionar amorosamente, por exemplo. Tais dificuldades podem fazer com que o indivíduo entre em depressão.

Diante dos problemas expostos, é possível afirmar que pessoas das quais sofreram tal crime cibernético são vítimas. Em meio a tantos problemas psicossociais que podem ocorrer, é interessante que haja uma contribuição do estado. Sugere-se um projeto de nome “Voltanto a socializar” que contará com a ajuda de psicólogos e sociólogos através de debates e interações a fim de auxiliar as vítimas a retornarem ao meio social.