A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 19/01/2022

Desmoralização, medo, vergonha. Esses são alguns dos sentimentos aos quais as vítimas, em sua grande maioria mulheres, que possuem suas imagens privadas expostas na internet sentem, principalmente pelas consequências em suas vidas pessoais e profissionais causadas pela violência cometida. Hodiernamente, o meio social online apresenta um amplo espaço de disseminação de informações, fotos, vídeos, assim como também o cometimento de crimes cibernéticos, como o já apresentado anteriormente. Dessa maneira, é necessário que sejam tomadas as devidas medidas acerca dos atos criminosos cometidos pelo agressor, assim como prestar apoio a vítima de forma integral para que os efeitos possam ser amenizados.

Primeiramente, a exposição íntima alheia em mídias sociais configura-se como crime dentro da legislação brasileira, entretanto, as ações tomadas pelas autoridades na punição dos invasores ainda são falhas. Por conseguinte, um exemplo é a situação que ocorreu com a jornalista Rose Leonel em 2006 quando seu parceiro divulgou suas fotos íntimas na internet e recebeu pena de reclusão de 1 ano, porém realizando serviço comunitário conseguiu se ver livre da pena, enquanto ela foi linchada socialmente. Torna-se evidente, a necessidade que sejam revistas as maneiras de correção nessas situações, de maneira a beneficiar a vítima e dá-la a justiça necessária e não privilegiar o agressor.              Ademais, as sequelas emocionais podem perdurar até mais tempo do que as sociais, o que demonstra que essas vítimas precisam de todo o apoio possível. Dessa forma, a ONG Marias da Internet atua no auxílio dessas mulheres que sofreram tal violência e precisam entender como irão seguir suas vidas em todos os âmbitos, recebendo apoio psicológico e jurídico para conseguir lidar melhor com a situação. Logo, com o tempo, a desconfiança, medo e vergonha podem dar lugar a força, segurança e confiança, mas esses fatores só poderão ser alcançados com ajuda.

Portanto, devem ser realizadas mudanças nos âmbitos educacionais e de segurança no país, sendo assim, urge ao Estado garantir que a lei seja cumprida caso ocorra casos de violação da privacidade alheia e também garantir a proteção dessas vítimas, por meio da aplicação efetiva das leis existentes. No meio educacional, as escolas devem conscientizar seus alunos acerca do respeito a intimidade alheia e os crimes que podem ser cometidos caso esse respeito não seja cumprido, com a realização de palestras e disciplinas voltadas a situação. Deve-se ter o apoio das instituições de ensino, governos locais e mídia. Espera-se, com isso, que os crimes sejam combatidos e que mais vítimas não sejam feitas.