A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 18/01/2022

A série de quadros “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nessa lógica, pode ser entendido como uma descrição metafórica contrária ao que acontece na sociedade atual, pois as pessoas não se admiram mais com a disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos. Isso ocorre, seja pela  sexualização precoce de crianças e adolescentes, seja pela negligência do Governo em punir os criminosos que possuem essa prática.

Em princípio, é válido destacar que a sexualização antecipada dos jovens está cada vez mais comum. Nesse contexto, o filósofo e sociólogo polonês Zygmun Bauman, cita que não são as crises que mudam o mundo, mas a relação das pessoas com elas. Dessa forma, é necessário que haja mudança na mentalidade da população, pois crianças e adolescentes devem ter sua intimidade preservada, uma vez que são mais vulneráveis a manipulação de criminosos, o que gera grandes consequências psicológicas.

Outrossim, é importante salientar que o descuido do Governo gera resultados negativos. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 5°, a proteção do direito de imagem. Entretanto, há uma grave lacuna no desempenho desse documento, já que inúmeras vezes o crime de vazamento de imagens é cometido e seus autores ficam isentos de suas responsabilidades penais.

Fica evidente, portanto, que, diante dos desafios supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Ministério da Educação publicitar campanhas promovendo a importância do pudor das crianças e adolescentes. Essa aplicação deve ser feita em escolas, a fim de não só protegê-las, mas também incentivar as denúncias desses crimes, com o intuito de corroborar com os processos judiciários do país.