A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 11/02/2022

A série “Sex education” trata de diversos temas ligados à sexualidade juvenil, entre eles o compartilhamento de nudes. Em um dos episódios as fotos íntimas de uma garota são divulgadas para a escola, gerando vergonha na vítima e levando-a ser alvo de críticas pelos colegas de turma. Não muito diferente é a realidade, onde a pessoa que tem seus conteúdos privados vazados é culpabilizada pela sociedade e o criminoso não precisa assumir, socialmente, a responsabilidade. Gerando assim vergonha, insegurança e punições à vítima.

Primeiramente, muitas pessoas, com destaque para mulheres, que tem seus conteúdos íntimos vazados são responsabilizadas pelo ato, como por exemplo no filme “TOC”. Nessa produção cinematográfica a personagem principal tem uma foto compartilhada pelo seu antigo parceiro, que possui o intuito de se vingar pelo término, e perde o emprego como forma de punição pela divulgação da imagem. No mundo real essa cena se repete todos os dias, centenas de mulheres são culpabilizadas por possuirem liberdade sexual para enviar nudes aos seus parceiros, mas os infratores não são responsabilizados por divulgarem esses arquivos mesmo sendo crime.

Outrossim, a divulgação de conteúdos íntimos gera também diversos traumas psicológicos na vítima, como é o caso da série “Os 13 porquês”. No seriado a personagem principal, Hanna, tem vídeos sexuais compartilhados, o que a leva a diversos episódios de ansiedade e têndencias suícidas. Esses casos não ocorrem isoladamente, as diversas críticas recebidas e a culpabilização tornam a vítima insegura das relações pessoais e do próprio corpo, gerando vergonha e podendo levar a transtornos mentais que perseverarão a vida toda.

Portanto, para evitar que haja uma nova Hanna é preciso que as redes socias, como facebook e instagram, possuam moderadores para checarem os post antes da divulgação, evitando que arquivos íntimos sejam vazados. Além disso é necessário que as escolas e empresas criem palestras para debater sobre o tema, como forma de evitar possíveis vazamentos e ajudar as vítimas em caso de divulgação, como feito na escola da série “Sex education”.