A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 25/02/2022
A atriz brasileira Carolina DIeckmann, no ano de 2012 teve fotos íntimas vazadas após ter seu computador pessoal invadido por hackers. Da mesma maneira, milhares de mulheres brasileiras têm suas imagens vazadas, seja para chantagem ou compartilhamento do conteúdo em sites adultos. No entanto as consequências podem ser devastadoras, a sensação de humilhação, exposição e impunidade trazem danos irreversíveis para as vítimas.
Em primeiro lugar, faz se necessário mencionar que as mulheres são os principais alvos dos crimes de assédio cibernético, tendo sua imagem tida como mercadoria por uma parcela majoritária da populção masculina. Uma vez que, esse comportamento é fruto de um machismo cruel, proveniente do patriarcado, que possui uma relação de mutualismo com o capitalismo. Em virtude da pandemia, o mercado digital ganhou força, e essa violência segundo a ONG SaferNet cresceu em 21%.
Em segundo lugar, uma vez nas redes, se torna quase impossível remover os arquvos pessoais da internet, assim como encontrar seu culpado. É evidente então, que quem padece com o crime tem que lidar não só com a dificuldade em obter justiça, mas também com os impactos pscicológicos que podem surgir. Deste modo, ansiedade, depressão, alucinações, fobias intensas e até mesmo o suicídio, provavelmente serão alguns dos resultados desses ataques.
Portanto, tendo em vista os argumentos supracitados é mister a atuação governamental para combater a problemática e solucioná-la. Diante disso o Ministério da Justiça e Segurança pública, deve realizar o enrijecimento das leis em combate à crimes cibernéticos e, desenvolver métodos para investigações mais efetivas. Além disso o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, deve atuar em conjunto com o Ministério da Saúde para o desenvolvimento de pragramas para o acolhimento e, tratamento pscicológico, e emocional das vítimas.