A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 06/06/2022
Na Idade Antiga, os boatos eram feitos apenas por diálogos. Porém, com o avanço tecnológico, as mídias foram sendo incorporadas para disseminar toda e qualquer tipo de informação. Infelizmente, muitas fotos pessoais, principalmente das mulheres, acabam sendo compartilhadas por boa parte da sociedade. Mesmo com essa crueldade, as pessoas preferem denegrir e julgar a oprimida do que o seu opressor.
Na série “Bridgerton”, passada no século XVIII, percebe-se que as mulheres só podiam casar com os duques e condes, se eram bem vistas pela sociedade. Assim, é deplorável pensar que mesmo em um mundo hodierno ainda existe esse ciclo de pessoas que pressupõe o caráter de alguém por uma foto enviada. Além disso, é de extrema importância entender que quem enviou a imagem, confiava no seu receptor o que resulta em maior constrangimento social. Portanto, esse momento pode gerar uma série de doenças mentais como por exemplo: ansiedade, depressão, crise de pânico e até mesmo o suicídio pela vergonha causada.
Ademais, a mulher que sofre uma difamação desse nível, enfrenta a sociedade a punindo, com fofocas e mensagens julgando-a com frases como “sem vergonha” e “tosca”, ao invés de apoiá-la. Nesse mesmo contexto, poupam seu agressor de ser responsalizado pelo seu crime, fazendo com que ele repita sua atitude. Com isso, pode se associar o conceito de “sociedade líquida” do filósofo Zygmunt Bauman, afirmando o mundo com a ausência da concepção de progresso, visto que, seguem apenas aquilo que julgam de modo egocêntrico e não moralmente.
Dessa maneira, é viável que haja uma interseção do compartilhamento de fotos pessoais sem consetimento. Assim, o Ministério da Educação deve desenvolver campanhas de conscientização em escolas e universidades, nas quais promova palestras, debates e relatos a respeito de seus cotidianos para acabarem com o ciclo de compartilhamentos. Sendo atribuido a nossa geração, a liberdade e confiança na nossa comunidade.