A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 28/07/2022
Segundo o físico alemão Albert Einstein, tornou-se aterradoramente claro que a tecnologia ultrapassou a humanidade. De maneira análoga ao seu pensamento, é possível notar que a disseminação de imagens não autorizadas na internet vai contra todos os princípios já defendidos pela sociedade. Nesse prisma, é possível destacar não só a negligência estatal, mas também a normalização social como agravadores da problemática.
Em primeira análise, evidencia-se a negligência por parte do Estado como um dos fatores que potencializam o entrave. Sob essa ótica, o filósofo Zygmund Bauman, criou a expressão “Instituições Zumbi”, a qual diz respeito de que algumas instituições, como o Estado, estão perdendo sua função social. Dessa forma, tal teoria é constatada no âmbito brasileiro, uma vez que o poder público não garante a privacidade digital da nação brasileira, o que os deixa o corpo social a mercê das sequelas acometidas por tal violação de dados antes privados.
Além disso, é notório que a normalização social frente a disseminação de imagens não autorizadas agrava o empecilho. Desse modo, a filósofa Hannah Arendt, aborda em sua teoria, denominada “Banalidade do Mal”, a questão da sociedade normalizar determinadas mazelas sem fazer uma avaliação crítica daquilo. Consoante a isso, essa normalidade incorporada a mente das pessoas impede uma mudança no modo de agir frente a tal violação de privacidade, o que afeta não somente sua moral, mas também sua saúde mental em decorrência do medo da exposição.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o avanço da disseminação de imagens não autorizadas na internet. Dessa maneira, cabe ao Ministério Dos Direitos Humanos, fazer com que a segurança digital seja algo primordial de manter, por meio da criação de normas obrigatórias, a exemplo da lei “Carolina Dieckmann”, que vise punir quem violar ou divulgar fotos sem autorização, como fim de garantir que tal crime passe a se tornar história do passado. Medidas essas, que se forem adotadas e colocadas em prática, garantiram que a tecnologia não ultrapasse os princípios da humanidade, como diz o alemão Albert Einstein.