A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 30/07/2022
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo no período da ditadura no país, estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Nesse sentido, a disseminação de imagens na internet, que vêm destabilizando psicologicamente milhares de pessoas, se apresenta como um dos nós a serem desatados. Nessa perspectiva, seja pela negligência governamental, seja pela influência da mentalidade social, o descaso com a disseminação de imagens, continua afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.
Em primeira análise, é preciso se atentar para a ineficiência governamental presente no problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadões. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a disseminação de fotos não permitidas na Internet, visto que o Estado não fornece apoio o suficiente para quem sofre com esse tipo de crime, e não reforça as leis que beneficia a população afetada, permitindo que os agressores continuem cometendo esse ato de crueldade.
Além disso, cabe analisar o impacto do pensamento coletivo no problema. Para Durkheim, “a individualidade das pessoas é formada pela sociedade”. Tal influência social é perspectível na disseminação de imagens na Internet, uma vez que a sociedade se mantém com a mente fechada, não conseguindo visualizar a problemática questão dessa iniquidade que abala muitos indíviduos, principalmente mulheres.
Portanto, é necessário uma intervenção. Para isso, a mídia de massa deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de atualizar a mentalidade social sobre a disseminação ilegal de imagens pela Internet. Tal ação pode ainda, ser divulgada por grandes perfis no Instagram para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre o descaso estatal presente no problema. Dessa forma, os fatos não serão ignorados e poderão deixar de existir.