A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 25/08/2022

A saúde e a qualificação dos recursos humanos de uma sociedade produzem diferenças primordiais. Nas palavras do filosófo Jean Paul Sarte , “O homem está condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao mundo, ele é responsável por tudo o que faz”. Nesse sentido, a sociedade apresenta a cada dia uma ausência de empatia, de moral e ética. Tal fato é evidenciado no âmbito da exposição de imagens não autorizadas e suas consequências, tendo em vista a violação da privacidade da vítima bem como as implicações éticas, humanas e morais enfrentadas pelas mesmas.

Nessa perspectiva, a falta de valores essenciais para o indivíduo destaca à imoralidade de suas ações de tal forma que, prejudica absurdamente o sujeito exposto de maneira fisíca e psicológica. Essa problemática atenta ao compartilhamento de imagens privadas, como nudes e situações de vulnerabilidade, por exemplo em cirurgias. Esse panorama lamentável evidência que a preservação da integridade dessas vítimas depende em sua maioria, de homens abusadores que possivelmente saem ilesos de tais crimes.

Vale ressaltar que, de acordo com a ONU 81% das vítimas de pornografia de vingança são mulheres, crianças e adolescentes. Nesse viés, existe uma preocupação muito pertinente com essas pessoas ,e o impacto em vários planos do cotidiano desde o biólogico até o afetivo e o moral. Dessa forma, a integridade dessas mulheres devem ser protegidas para que os traumas causados pela violação de suas imagens seja minimizado e podendo reestrutura-lás novamente na sociedade.

Tal reproposição é imprescindível para que possa se chegar a novas propostas de proteção a exposição de imagens de forma ilegal. Posto isso, o Ministério da Segurança, deve por meio de uma ação entre o Ministério da Família, lançar um programa voltado para as vítimas onde elas serão acolhidas e terão um funcionário público para ajuda-lás a denunciar seus expositores. Além disso, cabe ao legislativo manter leis que possam cumprir com o seu papel de manter os criminosos no sistema carcerário.