A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 19/08/2022

De acordo com o G1, 5% dos brasileiros conhecem alguém ou foram vítimas de vazamento de fotos íntimas. De maneira análoga a isso é perceptível os efeitos desse tipo de divulgação. Nesse âmbito, é possível destacar duas problemáticas os impactos causados a vítima e a falta de conhecimento de leis voltadas para esse tipo de crime cibernético.

Em primeiro plano, a vítima além de ter sua vida íntima exposta, sua saúde mental abalada ainda é impactada por comentários maldosos em sua maioria machista e principalmente vindos de pessoas em redes sociais, em casos de pessoas famosas como Carolina Dieckmann, Bella Thorne dentre outras, é visto também linxamento virtual e chegando até a haver ameaças. Em uma minoria de casos, vê-se também notícias de adolescentes que se suicidaram depois de ter suas fotos expostas na internet.

Em contra partida, é notório que ainda com o caso da atriz Carolina Dieckmann, muitos ainda desconhecem algumas leis criadas a partir desse crime, sendo as mais famosas a Lei 12.737/2012 e a Lei 13.718/2018 que visam a escassez de tais divulgações. Com isso, vítimas passam por toda essa situação e acham que não há uma forma de justiça para seu caso. Além de que, cabe salientar que além das vítimas, que o não conhecimento dessas leis acabam é uma barreira para a diminuição desses delitos.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a disseminação de fotos íntimas. Por conseguinte, cabe ao Estado promover campanhas de conscientização por meio de debates e palestras em escolas e faculdades, comerciais em televisão e anúncios na internet por meio de redes sociais visando a conscientização e o conhecimento do maior número de pessoas sobre as punições para esse delito. Somente assim, teremos diminuição no número de casos e principalmente no número de vítimas ocultas.