A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 23/08/2022

No livro “1984” de George Orwel, é retratado um governo totalitário e opressor, que exige constante vigilância na vida dos cidadãos, impossibilitando qualquer tipo de privacidade. Fora da ficção não é diferente, uma vez que a disseminação de imagens na internet contribui para a violação dessa privacidade. Nesse sentido, a negligência governamental contribui para essa violação, que é capaz de gerar problemas psicológicos à vítima.

Em primeira análise, é possível retratar a negligência governamental como o principal contribuinte para a violação da privacidade. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o cidadão possui o total direito à privacidade. Entretanto, fora do papel a realidade é outra, visto que os constantes casos de espalhamentos de imagens sem a autorização da vítima, ainda estão presentes na sociedade, violando assim, esse direito instituido na Constituição.

Uma vez que esse direito é violado, consequências graves podem afetar a vítima, bem como os problemas psicológicos capazes de levá-la a morte. A estudante Giana Laura Fabi, de 16 anos, cometeu suicídio após ter suas fotos íntimas vazadas na internet sem a sua permissão. De fato, o vazamento afetou negativamente o psicológico de Giana, estimulando-a a cometer esse ato.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Para Platão, filósofo da Antiguidade, um ponto pessoal realmente importante é viver com qualidade de vida. Nesse sentido, cabe ao Governo, por meio de leis e investimentos, promoverem palestras e debates relacionados à disseminação de imagens sem o consetimento da vítima, de modo que promovam a conscientização da população sobre esse problema. Ademais, é dever do Ministério da saúde, disponibilizarem acompanhamentos psicológicos de forma gratuita a toda a sociedade, contribuindo assim, para a sanidade psicológica das vítimas. Dessa maneira, será possível promover para a sociedade, a qualidade de vida mencionada por Platão.