A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos

Enviada em 25/08/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada a história de uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a disseminação de imagens não autorizadas na internet apresenta alguns desafios que impedem a concretização da teoria de More. Dessa forma, convém analisar e discutir a falta de incentivo à denúncia e a falta de conhecimento sobre tal problemática por parte do corpo social.

Em primeira análise, evidencia-se a falta de incentivo à denúncia. Sob essa ótica, segundo uma reportagem realizada pelo g1, grande parte das vítimas não denunciam e apenas ficam em silêncio devido ao sentimento de culpa que os levam a ter diversos problemas psicológicos, como a depressão e até tentativas de suicídio. Logo, é inaceitável que a situação perdure na corporação brasileira.

Além disso, é notório a falta de conhecimento sobre tal problemática por parte da sociedade. Sob essa lógica, conforme o filósofo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, percebe-se que a disseminação de conteúdos íntimos é um assunto evitado pela população, até mesmo nos ambientes escolares e muitas vezes essa falta de conhecimento normaliza tal problema e faz com que perante as pessoas, a vítima se torne culpada. Logo, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, o compartilhamento de conteúdos íntimos ainda perdure.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar tal problemática. Dessa maneira, cabe ao Poder Público e ao Ministério da Educação, no qual é responsável pelo sistema de ensino do país, fazerem a conscientização da população e o incentivo à denúncia, principalmente em escolas por ser um ambiente propício a apresentar tal problema, por meio de palestras e campanhas publicitárias, a fim de que seja seja feita tal conscientização. Desse modo, espera-se uma sociedade mais justa e empática.