A disseminação de imagens não autorizadas na internet e seus efeitos
Enviada em 13/10/2023
A série da Netflix “Black Mirror”, mostra que os avanços tecnológicos nem sempre trazem benefícios, cada episódio traz um conto de ficção científica, em que as redes sociais podem ser invasivas, violentas e até insensíveis. Fora da ficção, tal contexto, se confirma, já que no Brasil a disseminação de imagens não autorizadas na internet vêm causando efeitos de desordem e retrocesso social. Desse modo, para reverter essa problemática, é necessário compreender como a negligência estatal e a falta de empatia do individualismo intensifica tal mazela.
Em primeira análise, é interessante pontuar que a negligência estatal é uma das grandes causas de problemas sociais. Nesse sentido, apesar da Constituição Federal de 1988 garantir que a segurança pública é dever do Estado, esse direito não é solidificado nas redes sociais. Afinal, ainda existe falta de atitudes eficientes contra os causadores de cibercrimes. Tal fato, é confirmado pela pesquisa realizada pela Fiocruz, que afirma que as mulheres que tiveram imagens íntimas divulgadas sem autorização sofrem impactos como fobias, dificuldades de se relacionar socialmente e problemas de autoestima, enquanto os criminosos não são detidos. Portanto, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população verde e amarela.
Ademais, vale ressaltar que o próprio corpo social, imerso no individualismo e na falta de empatia, colabora para intensificação dos efeitos da disseminação de imagens não autorizadas. Nesse sentido, parafraseando Cazuza o ser humano é egoísta demais para se incomodar com o sentimento do outro. Em virtude disso, há, como consequência, recorrentes casos de depressão entre jovens devido atos de exposição. Assim, a liquidez da sociedade influi sobre a questão funcionando como forte empecilho para resolução do problema.
Logo, para reverter os efeitos da desordem e do retrocesso social causado pela disseminação de imagens não autorizadas é preciso um plano de ação eficiente. Cabe então, ao governo promover reformas nas leis para torná-las mais eficientes e garantir a punição efetiva dos cibercrimes, com o objetivo de sanar a falta de segurança pública nas redes sociais. Além disso, a Sociedade Civil, através da mídia, deve promover campanhas de conscientização sobre a falta de empatia.