A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 29/10/2019

É de conhecimento geral a superlotação das penintenciárias brasileiras. Diante desse cenário, percebe-se a grande dificuldade pela ressocialização de detentos mediante a educação. Dessa forma, faz-se necessário entender os impedimentos para solucionar o problema. Assim, tornando possível a reintegração do cidadão na sociedade por meio do ensino e da valorização pessoal.

Em primeiro lugar destaca-se a falta de infraestrutura e de profissionais nos presídios como fatores determinantes para a persistência do problema social abordado. Dados indicam que apenas 252 de 1.200 penitenciárias tem sala disponível para aulas destinadas aos prisioneiros. Portanto, vale ressaltar que estão privados de liberdade porém tem os diretos como saúde e educação assegurados por lei e merecem gozar dos mesmos.

De acordo com  Paulo Freire se a sociedade não muda com a  educação, tampouco sem ela. Nesse contexto,observa-se a educação como precursora da interação e principalmente como caminho para mudança de vida, pois através dela é possível que o ser humano se torne resiliente e tenha sua integridade resconstituída de forma a ser novamente participante ativo e contribuidor de um meio social agradável e estável. Com isso provando que todos merecem uma segunda chance basta somente percorrer o caminho certo.

Diante dos argumentos supracitados, é evidente a debilidade no sistema penitenciário brasileiro. Dessa forma, é de suma importância que o governo invista na infraestrutura dos presídios construindo salas destinadas as aulas de ensino fundamental e médio. Conjuntamente o Ministério de Educação disponibilizar uma comunidade de educadores para ministrar as classes, assim como o Ministério da Saúde deverá ceder uma equipe de saúde composta por médicos, enfermeiros e psicólogos para fazer visitas periódicas. Dessa maneira assegurando que os indivíduos sejam somente privados de sua liberdade.