A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 31/10/2019
A educação é vista como a solução de quase todos os problemas sociais, e principalmente contra o combate a violência, sendo também uma importância para a inclusão de ex criminosos na sociedade contemporânea. Muitos cidadãos acreditam que essa seja uma ideia utopia, porém, é irrealista apenas quando o estado não propõem medidas para que haja reeducação de detentos, para o preparo social e profissional.
Além disso, o preconceito social que ocorre com muitos ex criminosos, ajuda na exclusão dos próprios. Essa marginalização generalizada dos detentos, de que não há ressocialização, é um grave problema que o estado tem que combater, para que todos os indivíduos tenham o respeito garantido socialmente.
No seriado americano “Orange Is The New Black”, da Netflix, é possível notar a realidade das detentas, a falta de estrutura da cadeia e a agressividade no ambiente são perceptíveis no decorrer da série, não sendo muito distante da realidade das cadeias brasileiras. Esse problema ocorre, por conta que o estado não acha que a ressocialização seja possível, algumas ONG’s até trabalham na ideia de ressocializar presidiários, como por exemplo a ITTC (Instituto Terra, Trabalho e Cidadania) que já trabalha com os direitos dos presos a 20 anos.
Em virtude dos fatos mencionados, é de responsabilidade do MEC (Ministério da Educação), sendo o responsável pela educação de todos os brasileiros, garantir a escolaridade em todos os presídios do país, mas não apenas isso, como também assegurarem que todos possam ter o direito a um curso técnico, para que quando cumprirem suas penas, saírem preparados para a atuação no mercado de trabalho. Porém, a sociedade ainda tem pré-conceitos quanto a ex detentos, por conta disso, é de importância que o MEC também façam propagandas nos canais abertos falando sobre a ressocialização de criminosos, que não é uma visão utopia. Assim, os presos terão uma segunda chance para a socialização e o apoio de toda a sociedade, formando-se um Brasil mais acolhedor desta forma.