A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 21/01/2020
Quando se debate a respeito de ressocialização de detentos, é necessário dizer que há mais de 800 mil presos no Brasil, segundo levantamento do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), e menos de 20% são reintegrados a sociedade. Duas hipóteses podem ser apontadas para esse fato: o baixo investimento e a carência de politicas públicas diretamente ligadas ao setor.
É importante frisar que o sistema carcerário atual é uma fabrica de soldados para as facções criminosas que dominam os presídios. Para mudar esse cenário, investir em educação dos internos, cursos profissionalizantes e trabalho remunerado é o primeiro passo para garantir um futuro digno e proporcionar uma nova oportunidade ao preso ressocializado. Por isso, investir no setor é primordial para reintegrar o detento a sociedade.
Além disso, as politicas públicas são essenciais para diminuir os índices de reincidência criminal. Medidas integradas entre o Governo Federal, Organizações não governamentais (ONGs) e empresas privadas são necessárias para garantir ao detento: profissionalização, escolarização, educação, auxilio psicológico e médico. Também é fundamental, estimular o desenvolvimento digno e a participação na vida em sociedade.
Dessa forma, proporcionar a ressocialização de detentos é imprescindível e deve ser colocado em prática por meio das politicas públicas, investimentos e convênios com empresas e ongs. Essas ações podem gerar debates com vistas a solucionar o problema que está enraizado na sociedade.