A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 28/03/2020

Muito se discute acerca dos entraves que assolam o país, sobretudo quando se diz respeito à criminalidade: ressocialização de detentos. A Revolução Industrial, que aconteceu no século XVIII, na Inglaterra, transmutou o mundo e moldou a idade contemporânea. Apesar da Revolução Industrial ter acontecido no século XVIII, o Brasil só foi se industrializar no século XX. Essa falta de adventos tecnológicos fez com que o Brasil tivesse grandes problemas estruturais, aumentando por exemplo a criminalidade. Dessa forma, é necessário analisar as consequências que esse panorama implica.

Em uma ótica inicial, é importante destacar uma maior atenção para os jovens. Segundo o psicanalista Wilhelm Reich, é na infância e adolescência que se tem a criação da maior parte do caráter. Desse modo, conclui-se que como estão em processo de formação, os jovens tem mais facilidade de mudar seu comportamento e se readequar a sociedade. Assim sendo, ressocialização de jovens detentos é uma ação indispensável.

Sobre um prisma secundário, nota-se a dificuldade de transformação na história brasileira. De acordo com o sociólogo Gilberto Freire, o país sempre teve uma espécie de paz problemática, onde os habitantes preferem continuar da forma que estão do que buscar a mudança. Isso causa estagnação, pois como dizia o jornalista e romancista Bernard Shaw " não há progresso sem mudança “. Nesse aspecto, vale salientar o poder da educação, o iluminista Immanuel Kant acreditava que “um homem não é nada além do que a educação faz dele”, em outras palavras, a educação transforma o homem.

Por conseguinte, com base nas relações e argumentos supracitados, conclui-se que é necessário ações para intervir nesse imbróglio. O Ministério da Cidadania, em parceria com o MEC (Ministério da Educação) deve ampliar o projeto de ressocialização de detentos, criando concursos para os profissionais educarem os presos (com prioridade nos jovens). Dessa maneira, possivelmente a realidade do país será mais evoluída.