A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 10/06/2020
Na série espanhola “Toy boy”, o jovem Hugo Beltrán, preso por sete anos por um crime que não cometeu, ao sair da prisão encontra muitas adversidades para encontrar um emprego e conviver socialmente. Essa realidade está muito presente na sociedade brasileira hodierna, tendo em vista que os ex-detentos após serem livres, passam por muitos desafios para sua reintegração social. Diante disso, faz-se vital analisar os principais motivos que acarretam os desafios de reintegração para os ex-carcerários: a negligencia estatal e o preconceito enfrentado pelos ex-presidiários após sua liberdade. Em primeira análise, é fundamental pontuar que as dificuldades enfrentadas após receber sua liberdade derivam da baixa atuação dos setores governamentais. De acordo com a Lei de Execução Penal, é dever das prisões cumprir tanto com as funções punitiva quanto ressocializadora; contudo, o que é imposto por lei não vem sendo garantido para a população carcerária, tendo em vista que a indiferença do poder público em aumentar os investimentos nas prisões para promover melhorias no desenvolvimento de socialização dos detentos não vem sendo cumprida. Desse modo, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, é imperativo ressaltar que o preconceito enfrentado pelos ex-detentos após sua liberdade é um promotor da não reintegração dos mesmos. Segundo o jornal Gazeta do Povo, cerca de 42% de ex-penitenciários volta a praticar crimes e acaba na prisão mais uma vez. Partindo dessa perspectiva, fica evidente que população brasileira sente medo em contratar os ex-presidiários, com receio deles voltarem para a vida do crime, se tornando esse, um grande promotor para que, infelizmente, eles não consigam arrumar um emprego e se reintegrar socialmente.
Portanto, é mister a adoção de medidas que combatam os desafios da reintegração social nas cidades brasileiras. Nesse contexto, cabe ao Governo Federal- Responsável por Implementar, criar e fiscalizar leis-, elaborar projetos e políticas públicas com objetivo de aumentar as atividades educacionais nas penitenciarias, por meio de investimentos para a contratação de professores capacitados e psicólogos, que farão palestras mensalmente, para que assim, além de se reintegrarem socialmente, esses ex-detentos possam aprender coisas novas que ajudem a conseguir um emprego após receberem sua liberdade. Com essa ação, os brasileiros recém libertos não passaram pelas mesmas dificuldades enfrentadas por Hugo Beltrán.