A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 24/11/2020

Segunda a Carta Magna de 1988, a educação é um direito universal que deve ser oferecida para todos os cidadãos, inclusive para os privados de liberdade.Nota-se que a educação é um pilar básico para construir uma sociedade. Portanto a educação carcerária trás benefícios para o preso e para a sociedade.

A priori, vale ressaltar que, segundo Nelson Mandela,‘‘a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo’’. Aplicando essa citação em um contexto carcerário, a educação é a unica forma do detendo encontrar seu papel na sociedade e moldar seu pensamento. Além de terminar sua pena com uma formação básica, o detendo pode participar da prova do Enem PPL, que é  exclusivo para pessoas privadas de liberdade, através dessa prova os presos podem ter acesso a uma universidade e futuramente uma possível alocação no mercado de trabalho.

A posteriori, é de suma importância valorizar o papel da educação do presidiário para a sociedade, segundo Immanuel Kant,‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Portanto, o ser humano que sai do carcere pensante pode reavaliar suas ações e evitar os erros cometidos no passado. Outrossim, os detentos que estudam durante seu período na penitenciaria, têm mais aptidão para o mercado de trabalho e saem mais qualificados para exercer uma atividade remunerada.

Portanto, é indubitável que a educação como solução da ressocialização de detentos é uma realidade plausível para o âmbito nacional. Para que isso se concretize, é de suma importância que o Governo Federal e o Ministério da Educação estabeleçam uma grade estudantil para os detentos, com uma rotina de estudos condizente com seu grau de escolaridade. Em troca disso os presos terão suas penas reduzidas conforme seu desempenho estudantil. Desse modo, com a educação, os detentos saem da prisão mais aptos a se desenvolverem na sociedade, causando menos problemas para as autoridades e para as pessoas.