A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 21/12/2020

Segundo o Departamento Penitenciário Nacional, mais da metade dos presos não possuem sequer o ensino fundamental completo. Com isso, é notório que a demanda para o acesso a educação é grande nessa realidade. Contudo, uma educação efetiva necessita de uma motivação e, também, do fim do preconceito, o que torna essa possibilidade utópica para muitos. Portanto, é importante uma disposição a aprender.

A priori, de acordo com o sociólogo Thomas H. Marshall, minoria são aqueles que não possuem acesso aos direitos sociais, civis e políticos. Com isso, é perceptível que a população carcerária se enquadra nessa definição, por possuirem muitos dos seus direitos infrigidos por causa do preconceito da sociedade com essas pessoas que, por sua vez, limita a execução da cidadania dos detentos. Além disso, o governo disponibiliza uma rede de ensino nas cadeias. Todavia, o óbice está no incentivo aos presos de estudarem e nos prejulgamentos que viveram fora da prisão.

Ademais, conforme o filósofo Confúncio, “O sucesso depende de preparação prévia”, por isso, a ascenção no mercado de trabalho também depende de um estudo e de uma noção anterior. Logo, para os detentos que desejam ter uma carreira, quando libertos, também precisão dessa habilitação. Porém, muitos não possuem uma base de apoio motivacional para que sejam inseridos na vida estudantil. Para exemplificar, a falta de apoio familiar e de amigos afeta diretamente no rendimento escolar de um indivíduo.

Por fim, conclui-se que o problema da ressocialização dos presos envolve tanto a motivação ao estudo quando o preconceito por não possuírem ficha limpa. Por isso, é necessário que os familiares dessa minoria prestem apoio, a fim de que eles estudem e trabalhem. Igualmente, é necessário que o Ministério da Saúde, disponibilize consultas psicológicas a eles durante e fora do sistema carcerário, para que não se afetem pelos prejulgamentos da sociedade. Dessa forma, reduzindo os riscos de que essas pessoas, quando libertas, voltem a prisão.