A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 21/12/2020

O filme “Escritores da Liberdade”,pode ser comparado com a educação para os detentos,pois nele percebe-se resultados positivos do esforço que a professora desempenhou para alunos que eram desacreditados.A educação é a melhor base para a ressocialização de presos e já acontece atualmente.Todavia,ainda não ocorre em todo presídio,bem como,há falta de infraestrutura na maioria deles.

Primordialmente,a alfabetização de detentos já está tendo um desfecho positivo,mesmo que,acontece em poucas prisões.Segundo o artigo 205 da Constituição Federal de 1988,a educação é um direito de todos e deve ser promovida e incentivada…Portanto,independente da condição da pessoa_mesmo em relação a liberdade_é permitido por lei que qualquer indivíduo seja alfabetizado.Em suma,é importante que mais presídios aderem a esse projeto e torne os presos aptos para o mercado de trabalho e sociedade.

Paralelo a isso,existe a questão da infraestrutura que não tem em vários presídios.De acordo um levantamento do Ministério da justiça,das 1410 prisões,40%(565) não há sala de aula,tornando difícil o acesso à educação para aqueles que desejam,porquanto,segundo uma entrevista da Ação Educativa,86% dos detentos disseram que gostariam de estudar.Evidentemente,é preciso ter estrutura física para que os estudos possam ser realizados nas prisões.

Por todos esses aspectos,fica claro a necessidade de oferecer aos presos uma formação,desse modo,é preciso a realização desse projeto em todas as prisões,ademais,a presença de infraestrutura nelas.Cabe ao poder judiciário fiscalizar as leis vigentes,pois já é garantido o direito a educação a todos,inclusive,aos detentos.A fim de que,os presidiários sejam preparados para o mercado de trabalho,igualmente,para a sociedade.Como disse padre Antônio Vieira,a educação é moeda de ouro,pois,em todo lugar tem valor.