A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 15/01/2021

Moonligth é um filme que retrata a vida de um jovem negro descobrindo as questões de sua existência como a sexualidade, racismo e as dificuldades de se viver em um grupo marginalizado. Nesse contexto, o protagonista Chiron é preso, e, com isso, passa por uma transformação de sua personalidade, se envolvendo com o tráfico de drogas e suprimindo toda “fraqueza” de quando era apenas um garoto. No que tange à educação de prisioneiros, tal como no longa metragem, existe a falta de acompanhamentos pedagógicos o que influencia na reiserção falha de indivíduo na sociedade. Com isso, a única via utilizada de forma equivocada é a violência física e psicológia, o que extimula a reincidência de crimes por parte desses destentos.

A falta de planejamento gera uma falta de compreensão sobre o que é uma punição eficaz, o que torna a violência o único meio para frear a criminalidade. Nessa perspectiva, o pensador Michel Foucault em seu livro “Vigiar e Punir” reflete acerca do poder disciplinar dividindo-o em dois: produtivo e repressivo, no qual o poder positivo utiliza o poder legal com a educação dos prisioneiros. Dessa maneira, o modelo adotado atualmente é voltado para o poder repressivo extimulando a violência como forma coercitiva, no entanto não torna os indivíduos úteis para a sociedade como o poder positivo, impedindo uma visão otimista sobre a reinserção dos prisioneiros na sociedade.

Destarte, a falta da educação na vida dos detentos é uma das causas fundamentais para a falha do modelo carcerário predominate. Nesse viés, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que cerca de 42% dos infratores voltam a cometer crimes e novamente retornam ao cárcere, o que demonstra a ineficiência dos modelos punitivos. Desse modo, a falta de incentivos de educação dos encarcerados reduz as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho e o crime se torna a única possibilidade de sobrevivência dessas pessoas.

Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Segurança, por intermédio das Universidade Federais e Estaduais, extimulando financeiramente os alunos graduandos a lecionarem nos sistemas prisionais. Com isso, o executivo poderá criar um projeto visando o trabalho remunerado de jovens em formação das intituições de ensino superior,  na aplicação de aulas previstas no ensino médio para os indivíduos em cárcere preparando-os para os vestubulares. Dessa maneira, se tornará mais acessível a inserção dos priosineiros  nas universidades e, consequentemente, no mercado de trabalho. Só assim, por meio da educação, será possível se combater a reincidência de criminosos e o apagamento desses indivíduos da sociedade, tornando-os úteis para todo o corpo social.