A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
No livro “Laranja mecânica”, o jovem Alex é preso em uma penitenciária, onde é submetido a um metódo de ressocialização tão cruel quanto o crime cometido por ele. No entanto, apesar da extremidade desse método, não obteve-se nenhuma eficácia. Em paralelo à ficção, a realidade brasileira não é menos crítica, uma vez que as formas de reinclusão social dos encarcerados, quando não são inexistentes, se mostram totalmente ineficazes. De forma que, a educação dentro dos presídios apresenta-se hoje como uma real solução para essa problemática.
Em primeira análise, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a taxa de reincidência criminal é de 42% no cenário nacional. Comprovando assim, a incapacidade das políticas de ressocialização dos presos no Brasil, ocasionando por sua vez o aumento nos índices de criminalidade e na superlotação dos presídios. Logo, urge a necessidade da renovação dos métodos de ressocialização da classe carcerária, de forma a buscar a instrução educacional para os detentos, preparando-os para enfrentar o mercado de trabalho quando deixarem a prisão.
Como resultado, a garantia da capacitação e inclusão dos presos no mercado de trabalho acarretará na redução da reincidência criminal e em conseguinte a diminuição no índice de criminalidade. Pois de acordo com o filósofo Rousseau: “O homem não nasce mau, a socidedade que o corrompe”, assim, da mesma forma que a realidade sem oportunidades é responsável pela entrada da maioria dos individuos para o mundo do crime, um novo processo de oportunidades e reintregação social pode recolocar os mesmos no caminho da cidadania e do trabalho honesto.
Portanto, é de grande importância serem realizadas mudanças nas políticas de ressocialização dos presídios brasileiros. Assim, cabe aos poderes Legislativo e Executivo a aplicação de recursos para a instalação de centros de ensino dentro das penitenciárias, por meio da integração de professores do ensino público e em parceria com empresas da região. Essas empresas por sua vez, reservaram vagas em seu quadro de funcionários para ex-detentos que possuirem bom histórico disciplinar dentro dos presídios, sendo também assegurado pelo governo o incentivo físcal à essas empresas, como meio de recompensa pela adesão a esse programa. Desse modo, poderá-se garantir uma chance real de ex-presidiários se reintegrarem a sociedade de forma honesta e digna.