A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 23/06/2021
Desde os primórdios da sociedade, sempre houveram aqueles que quebravam as regras e consequentemente tinham que receber punições por isso. Entretanto, visto a crescente onda de criminalidade, é notável que apenas punir os criminosos não é o suficiente, sendo necessário também educá-los, caso contrário acaba por trazer dois problemas à tona: colabora com o ciclo de criminalidade e com a superlotação das cadeias.
Em primeiro plano, a educação é o principal caminho para corrigir criminosos, pois, após o detento cumprir sua pena, na maioria das vezes, ele não tem lugar para ir e nem para quem pedir ajuda, e isso acaba por limitar suas opções restantes a apenas uma: voltar a cometer crimes. Porém, uma vez que são educados, podem procurar emprego ao sair da prisão, mudando esse ciclo sem fim da criminalidade.
Ademais, como não educar criminosos irá contribuir para o ciclo anteriormente citado, a superlotação das cadeias acaba por se tornar algo inevitável, uma vez que há muita gente entrando, na maioria das vezes não sendo sua primeira vez, enquanto há poucas pessoas saindo. Desta forma, é possível ver nitidamente que, sem uma mudança, o sistema continuará assim, como afirma a lei da inercia, “Um corpo em movimento tende a continuar em movimento até que uma força aja sobre ele”.
Portanto, visto os fatos apresentados, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Segurança, deve criar setores educacionais dentro das prisões, que abordarão tanto todo o ensino básico quanto cursos técnicos. Assim, esses setores educacionais devem ser implementados por meio da construção de edifícios separados, financiados pelo dinheiro público. Deste modo, será possível alcançar o objetivo de mitigar a criminalidade e, consequentemente, a superlotação.