A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 12/11/2021

O filme “A menina que matou os pais” aborda o processo judicial de Suzane Von Richthofen, universitária que cometeu homicídio contra seus progenitores. No entanto, a ressocialização de Suzane se firmou em atividades penitenciárias, e, atualmente, com autorização da justiça, teve direito de frequentar a universidade anhanguera, em são paulo, onde cursa biomedicina. Nesse sentido, a ressocialização é fundamental, embora a situação carcerária brasileira tenha um baixo índice no processo de ressocializar, há também o desrespeito aos direitos humanos, o que diferencia realidade de utopia.

Sob esse prisma, de acordo com o filósofo Imannuel Kant: “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Entretanto, a legislação em vigor não abstém os presos apenas do direito a liberdade, mas também do direito ao ensino básico com infraestrutura e professores capacitados para transmitirem o conhecimento necessário para que, ao serem libertos, se reintegrem no contexto social possuindo as mesmas oportunidades no mercado de trabalho e convívio em comum com outros indivíduos, zelando então sua dignidade, qualidade de vida e educação igualitária.

Outrossim, a forma como os detentos são vistos na sociedade interfere na resolução desse problema. Com isso, tem-se em vista que, o indivíduo em situação de cárcere é um ser sem humanidade em visão da sociedade pelo fato de estar em detenção. Nesse contexto, o cenário instituído implica na negação de direitos aos presidiários, como a educação, de forma a dificultar a consolidação de conhecimento e oportunidade dessas pessoas. Portanto, é de suma importância que essa problemática seja solucionada.

Conclui-se que, é necessário que o Ministério da Educação incentive o ensino básico nos sistemas prisionais brasileiros, por meio de aulas disponibilizadas através de rádios nas selas, haja vista que ocorra ressocialização entre os detentos. Em adição, essa ação deve ser acompanhada pela mobilização midiática, para que por fim, a população veja resultados e descarte o preconceito dos direitos aos presidiários.