A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 15/02/2022

Segundo Paulo Freire, a educação é capaz de mudar as pessoas, enquanto estas mudam o mundo. Assim, visando esse pensamento, cabe concluir que ao tornar a inclusão dos presidiários na educação algo real, tanto a vida destes quanto a questão social do Brasil irá progredir, visto o aumento do alcance estudantil e a redução de pessoas detentas.

Primeiramente,vale ressaltar sobre a história de Charlie Ward, mencionada no livro “Atitude Mental Positiva” de Napoleon Hill. Charlie foi preso quando ainda era jovem e só descobriu o valor da educação no seu tempo de prisão. Logo, nesse período, ele teve a chance de estudar e ingressar em oportunidades trabalhistas, inclusive, influenciando outras pessoas de sua companhia. Sendo assim, é necessário que, além de promover o ensino, haja a criação de incentivos, como possibilidades de trabalho, para que essa minoria acredite na melhora de vida pela educação. Ensinar a teoria são será útil caso não haja forma de exercê-la.

Seguidamente, o apresentador Siqueira do jornal da RedeTv, costuma divulgar a ideia de que “bandido bom é bandido morto”, dessa forma, disseminando pensamentos equivocados pela sociedade. Logo, em contrapartida, deve estar a ideia de promover a construção da qualidade de vida desses sujeitos por meio da educação assegurada no Arigo 205 da Constituição Federal de 1988. Por consequência desse ato, haveria promoção da estrutura social, tendo em vista a redução de detentos e avanço educacional. Além de demonstrar que pensamentos como o do Siqueira são irresponsáveis e assim, lidando com menos preconceitos.

Por fim, com o intuito de tornar real a ingressão estudantil nas prisões, o Estado poderia intervir por intermédio de criação de salas de aula e bibliotecas nessas áreas. Assim, a execução desses meios, proporcionaria maior qualidade dos presídios e chance de redução da população nesses prédios, por conta das oportunidades trabalhistas oferecidas.