A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 13/05/2022

Na saga de filmes “Harry Potter”, é retratado a história de um garoto que se descobre um bruxo, e vive diversas aventuras. Ao longo da trama, a narrativa revela a prisão de Askabam, uma prisão onde vai os detentos do mundo bruxo, nesta prisão o prisioneiro era tratado da pior forma possível, fugindo do conceito básico de uma prisão que é a ressocialização do prisioneiro. Fora da ficção, nota-se que a problemática apresentada ainda percorre na atualidade: ressocialização de detentos, e se a educação pode ser utilizada para essa ressocialização. A partir disso, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, é importante destacar que o sistema prisional em geral, é bem arcaico, a maioria das prisões acabam usando a violência nos prisioneiros. Segundo Cezer Peluso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), no Brasil, sete em cada dez presos que deixam o sistema penitenciário voltam ao crime, uma das maiores taxas de reincidência no crime do mundo. Assim, percebe-se que a ressocialização dos presos é ineficiente, tanto que a maioria volta novamente ao crime.

Além disso, é fundamental apontar o que a falta de educação como impulsionador do problema de criminalidade no Brasil, vemos diariamente jovens se voltando ao mundo do crime porque não teve educação. Segundo (Segundo Ester Rizzi, assessora da Ação Educativa, com uma entrevista com os detendo, constatou que, 86% afirmaram que gostariam de estudar, e que a maioria dos detendo nunca tinham passado por nenhum curso formal na prisão. Diante de tal exposto mostra que os detentos tem interesse estudar. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Com essas constatações, faz-se necessário combater esses obstáculos. É imprescindível que o Estado, por intermédio do Ministério da Justiça, faça uma reforma e investimento no sistema penitenciário, a fim de educar os detentos, e quando os detentos saírem, não voltarem ao mundo do crime novamente. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, para os detentos.