A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?

Enviada em 23/05/2022

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a ressignificação do pensamento social. Nesse sentido, O homem, como um ser racional, ao longo da vida elabora e constrói seu próprio pensamento crítico, é comum que, por ventura, tal pensamento se manifeste divergente as leis do país, como, por exemplo, a educação como ressocialização de detentos. Porém, é necessário que haja uma concordancia entre ambas as partes, ou seja, já que em determinados países não existe prisão perpétua e, consequentemente, em dado momento os carcereiros retornarão a sociedade, por que não educacar para que essa ressocialização seja eficiente?. Em suma, a lógica está em ressignificar o pensamento da comunidade, sobre os direitos humanos, sem que haja uma banalização da legislaçõa.

Outrossim, é fundamental apontar a estrutura educacional penitenciária como impulsionador de uma solução de ressocialização utópica. No filme " Segunda Chamada" é posto em prática a luta de professores e alunos em prol da transformação educacional. Diante de tal exposto, é visto que, dentro das escolas de rede pública já há uma qualidade de ensino limitada, tal limitação se torna ainda mais preocupante quando está inserida dentro das penitenciárias, em razão da falta de apoio governamental, opressão da manifestação dos detentos e dentre outras. Essa conjuntura viola a Constituição Federal, já que o Estado não cumpri a sua função de garantir o direito a educação dentro do sistema penitenciário.

Desprende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, faz-se mister que o Poder Judiciário, por intermédio de debates entre membros do corpo social e o sistema parlamentar, desenvolva projetos de estruturação educacional dentro dos presídios, proporcionando melhores qualidades de educação aos carcereiros e concedendo voz a comunidade, a fim de estabelecer um contrato justo entre ambas as partes. Assim se consolidará um cenário realista, onde o Estado desenpenha corretamente a sua função.