A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 24/03/2023
Casos como o Massacre do Carandiru, chacina ocorrida em São Paulo nos anos 90, demonstram falhas no sistema prisional brasileiro, que, ao invés de ressocializar os detentos, insere-os ainda mais na vida criminosa. Em vista disso, fica claro que uma das alternativas para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade é uma educação de qualidade. No entanto, a falta de infraestrutura nos presídios do país é um problema que impede a execução de tal alternativa.
Em primeiro plano, cabe destacar que a maioria dos detentos nunca tiveram uma educação de qualidade e, muitas vezes, nem aprenderam sobre valores morais e éticos, o que acabou levando-os à vida do crime. Sob esse viés, um exemplo de sistema prisional a ser almejado é o da Noruega. Lá, os detentos são ressocializados, tendo acesso a educação básica e, até mesmo, a cursos profissionalizantes. Por isso, é de extrema importância que o Brasil insira a educação em seus presídios, como maneira de ressocializar e oferecer oportunidades a esses indivíduos.
Entretanto, um dos maiores empecilhos para que uma educação de qualidade seja inserida no dia a dia das penitenciárias, é a falta de infraestrutura nos presídios do país. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Justiça, apenas cerca de 60% das prisões brasileiras têm salas de aula. Tal dado é preocupante e expõe a necessidade de maiores investimentos governamentais no sistema prisional brasileiro.
Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas para que o problema infraestrutural seja resolvido. Para isso, é necessário que o Governo Federal - em parceira com os governos estaduais - invista maiores verbas para que sejam realizadas reformas nos presídios brasileiros, que visem construir salas de aula em todos eles. Dessa forma, serão geradas oportunidades para que todos os detentos tenham um ensino de qualidade, sejam ressocializados e possam mudar de vida.