A educação como solução ressocialização de detentos: utopia ou realidade?
Enviada em 30/01/2018
Entendemos que quando um individuo é condenado, vai para uma penitenciaria e sai do convívio da sociedade, é para refletir,se educar e poder voltar para o convívio como todos.
A prisão é um meio para reabilitar os indivíduos que para lá são mandados.
A ideia de que a educação no sistema penitenciário é um privilégio necessita ser desmitificada. Afinal a idéia da prisão não é ressocializar?
Segundo dados da Defensoria pública do estado do Piauí, cerca de 70% dos presos que são colocados em liberdade voltam a cometer crimes.
A ressocialização é uma das alternativas para que o detento não volte para o crime. A idéia da prisão é a privação da liberdade, e a ressocialização.
Contudo, o que deveria ser uma pratica comum nos sistemas prisionais, é uma raridade, apenas 8% dos prisioneiros estudam no Brasil segundo a pesquisa do Jusbrasil.
Esbarramos na falta de infraestrutura nos presídios e na falta de professores capacitados. Neste caso, o ensino acaba comprometido devido à falta de recursos humanos, financeiros, físicos e didáticos.
O investimento em infraestrutura nas cadeias é essencial para que esse processo de ressocialização aconteça, além do investimento em profissionais capacitados para que possa ter um ensino de qualidade, possibilitando o prisioneiro de prestar vestibular e ter acesso ao ensino superior. Assim aumentando a oportunidade do detento ser reintegrado ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena, dando a oportunidade de voltar a viver em sociedade.
Contudo, entendemos que essa ainda é uma realidade muito distante nas cadeias brasileiras, fazendo assim que paremos para pensar que precisamos ainda olhar para essas pessoas que precisam da ajuda da sociedade.