A educação como veículo de mudança na sociedade

Enviada em 22/10/2019

Um dos pilares fundamentais para a estruturação, manutenção e desenvolvimento de uma sociedade é a educação. Assim, parafraseando Renato Russo em sua música “Monte Castelo”, sem educação o ser humano nada seria. Nesse sentido, torna-se ímpar pôr em xeque a questão da educação como veículo de mudança na sociedade brasileira, visto que ela garante um verdadeiro progresso nos diversos setores de um país.

Mormente, cabe paralelizar parte dessa questão com a peculiar história socioeconômica da China até os dias atuais. Esse país, de um modelo predominantemente ruralista, tornou-se uma das civilizações mais simbolizadas pela a alta modernidade. Contudo, tudo isso só foi possível graças a investimentos maciços no setor educacional. Assim, essa nação, reconhecida e zombada por ser um país copiador de manufaturados, hodiernamente, é vista como um modelo a ser copiado em diversos quesitos.

A posteriori, em contrapartida com a questão levantada anteriormente, nota-se o quão distorcida é a educação brasileira. Dados divulgados pelo projeto “A curva do aprendizado”, de 2019, apontam que o Brasil situa-se na 39° posição no ranking de qualidade da educação numa lista de 40 países. Dessa forma, fica nítida a razão de um país tão vasto e rico ser detentor de problemas tão fúteis, porém responsáveis por impedir o pleno progresso, que em outras nações já foram extintos há tempos.

Portanto, faz-se necessário de, ao menos, uma medida para amenizar parte dessa problemática conjuntura. À vista disso, cabe ao Governo Federal investir em uma reformulação do Sistema Educacional Brasileiro. Essa reformulação deverá fornecer um maior protagonismo para os alunos, de forma que, desde a infância escolar, a criança seja estimulada a resolver pequenos problemas multidisciplinares que desenvolvam, ao mesmo tempo, o prazer por tais dilemas e sua capacidade cognitiva. Dessarte, semelhante ao Sistema Educacional Finlandês, os discentes, no decorrer de seus desenvolvimentos, estarão cada vez mais aptos a, futuramente, serem responsáveis de verdadeiras revoluções benéficas para a sociedade a qual estiverem inseridos.